6 de jun de 2016

Boa noite, peixinho

Há muito tempo que era daquele jeito
Chegava a ser confortável como era
Calada, sorridente, animada
Sofria mais internamente, mas ninguém sabia
Seu choro nunca era notado
E seu desespero calado, passava despercebido.

Ah como era bom, a época em que podia
reclamar a vontade e nada recebia
Boa era a sensação de tristeza que desaparecia
Voltava e ia, como seu brinquedo preferido
Mas não há como voltar, apenas aceitar
O fardo que agora carrega de seus pecados pagar

Odiava-se antigamente, mas agora percebe o quão era feliz
Pode ter pessoas ao seu lado agora, mas o que isso diz?
Nada, nada alem da sua incapacidade
Nada alem de não poder ficar sozinha em paz

Escuta e escuta, e por momentos respondeu
Entretanto não conseguia discutir, medo, medo
Lembra da sua boca costurada e sorri com a saída encontrada

Fio e linha, agulha afiada, espelho a frente, sua mente preparada
Mão firme, perfurando a pele
Um, dois, três pontos, logo acabará
Sangue das pequenas passagens escorre
Mas isso não a atordoa, logo estará acabado
E poderá tentar voltar ao seu antigo estado

Abriu seus lábios demais, muitas palavras vomitadas
Antes que maior o estrago fique, costurará a carne
Não doí, é até mesmo um alívio
Isto de novo fazer, lhe trará descanso

Engolirá tudo o que ouvir novamente
Mentirá para encubrir seu egoísmo
Lamberá sua lagrimas para que não as vejam
Será feliz para todos que assim acreditam

Mas tudo será uma mentira, e assim deve ser
Afinal, sempre mentiu. Como seu pai.
Esse ato que pode causar grandes tragedias
sempre foi seu maior refugio
E continuará sendo, até sua morte

Terá que prometer ao menos tentar,
manter os labios costurados para estragos evitar,
Já mente sobre tantas coisas, que diferença faz mais uma?

Ideologias, crenças, duvidas, gostos,
Tudo, esconda tudo e faça uma fachada
Uma fachada bem bonita para que todos acreditem
Que feliz e normal, feliz e normal, é

Feche os olhos agora, não engasgue no próprio sangue
Seu sorriso costurado com a linha dada nó
Irá fazer com que os pesadelos sejam pó

Sh, durma agora, será cantada uma canção
Sh, durma agora, o sangue está no coração
Sh, durma agora, enquanto sua mente está sã
Sh, durma agora, os dias virão

Boa noite

Useless Duty

Useless Duty
Nothing is as simples as we think,
When the river stream is just so thin.
Cracking rocks fall into the path,
While moving in the tracks, becomes impossible to bear
The doubtless crawl, while the pink tears fall,
Trying to make a difference when nothing really differs.
Instead of writing useless stanzas, you should get yourself together,
And think about the weather:
Stormy, Grey, Ugly, Coward,
Weak, Fat, Disaster,
Disappointment, Fear, Stress
Close your eyes.
Ignorance is the salvation and,
Because confronted with the truth
You just can't help but fail
Writing rhymes are useless and, you don't even do it right,
What are you doing trying?
Maybe it runs in your veins.
Your father’s dishonesty.
Your grandma’s hatred.
Your mother’s foolishness.
Truth be told, isolating yourself would be great.
As anyone else would have to deal with your hate
Hate, cry, emotions and stupid fear.
O O O You don't know what is to suffer.
Just pretending to be the victim of your own mind
Go away from the people you love, would be just right.
That'd be the wisest choice, you know that
But aren’t you too of a coward to ever cope with this final choice?
Bother them, fed them up, ignore them all.
That's is all this is about…
Why do you keep trying to make yourself friendly?
Why do you keep smiling and being nice to people?
Whatever you are trying to achieve with that,
You'll never accomplish it.
Bells, bells, bells, as Poe said,
Bells, bells, bells, as your heart breaks,
Bells, bells, bells, as my mind cries,
Bells, bells, bells, as my heart dies.
Little love of my life, I deeply apologize,
For all the things I said and craved.
I seek for forgiveness, and I hope you grant me at least that.
Because tonight, I’ll cry my eyes out to finally internalize,
That my beautiful hopes are no more than fail prizes
Trophies made up in my silly mind.
Shall I stop my fingers by cutting them out?
Shall I stop my feelings by erasing them out?
Shall I stop being a coward and tiring them out?
Yes, I shall do that and receive with a smile, even if there is nothing left,
The people I love to not let them sad.
With the knife made of despair, I’ll cut my fingers and brain,
To the last verse remain, it would have the shape of a heart that failed
In his one and only trait
And the last verse, O the last verse,
Would have the scent of the lost hopes
The hopes as the dreams I created, falling into the cage
Cage that holds already the first dreams
The childhood version of me, sadly made
Because that's the only thing I'm capable of.
Goodbye
PS: It's there, isn't it?

Just take it
Just take it
Just take it
Just take it
Just
Take

It