31 de mar de 2012

Dias de dor.

Ela gostaria de ser um pássaro, para que pudesse voar e sentir algo pelo menos parecido com a liberdade.Ela queria poder chorar, mas era como se as lágrimas se recusassem a vir, como se as lágrimas soubessem que era por ele que estava chorando.Ela queria poder gritar, mas a própria voz a abandonou. Ela queria poder bater em algo, mas sua força havia ido embora, como um pássaro no seu primeiro voo. Ela queria poder esquecer ele, mas seu coração e sua mente não deixavam.

Era como se uma sombra vinhe-se e sussurra-se perguntas tolas, mas que nunca foram respondidas,vinhe-se e sussurra-se que ela era boba e inútil demais para alguém notar ela.
Era como se sua própria mente pregasse peças nela e ela sempre caía. Como se a vida comandasse seus passos e sempre dava um jeito de eles desviarem do caminho certo.

Ela queria mais que tudo poder decidir sua própria vida. Sabia que tinha apenas dezessete anos, mas era como se sua alma tivesse trinta e cinco anos.
Como se a prisão, chamada de casa por algumas pessoas, a envelhecesse. Não seu corpo, mas sua alma. A independência era um sonho muito distante, inalcançado.
Sonhava todas as noites em fugir de casa, com ele. 

A questão era essa. Ele. O único que realmente gostava dela, era isso o que demonstrava. Mas agora ela percebia como estava errada. 
Mas estava decidida.
Decidida a acabar com aquilo.

Acabar com seus dias de dor.


De: Paula G de Brito.
Para: Alguém distante.

25 de mar de 2012

Tormento.


Ela andava com o pensamento atormentando seu coração, assim como a imagem do sorriso dele atormentava sua mente. Aquele sorriso que iluminou seu dia. Aqueles olhos que a fez ver o mundo de uma diferente forma.

 Era ele aquele que ela procurou a vida inteira? Era ele que mudaria seu mundo? Era ele que lhe diria 'eu te amo'? Será que seria ele aquele que ela diria 'eu te amo'? Seria ele aquele que calaria as vozes que atormentava dizendo que ela não conseguiria ser? Seria ele que conseguiria um sorriso dela? Seria ele que a faria feliz? Seria ele que faria ela sorrir pela primeira vez em anos? Seria ele que devolveria a garota alegre que havia se perdido com o passar do tempo? Seria ele que faria ela parar de se esconder? Seria ele que faria com que ela dissesse adeus para a tristeza? Seria ele que tiraria a doença que se alastrou no coração e na mente dela?

Ela duvidava de tudo e de todos. Não havia motivos para ela confiar em alguém. Com o cappuccino em mãos andou pelas ruas em busca de espaço para conseguir pensar, mas era como se tudo em volta dela gritasse o nome dele. E ela não sabia se isso era bom ou ruim. Quando a voz dele surgiu distante. Dessa vez não parecia um delírio dela.

Ele gritou o nome dela, ele parecia estar cada vez mais perto. Ela parou e se virou para ver se era apenas mais um delírio, mas estava enganada. Ele não conseguiu parar a tempo e caiu em cima dela. O cappuccino escapou da mão dela e caiu sobre ele manchando sua camisa. Ele queria dizer algo, mas as palavras não lhe vinham. Ela lhe perguntou o que estava fazendo ali, mas ele mesmo não sabia responder. Ele simplesmente tinha vindo atrás dela, por que estava com medo.
Ela riu sem humor e perguntou de que ele estava com medo, ele olhou nos olhos dela e disse que estava com medo de perde-la.

Os dois se calaram no mesmo momento. Ela sem saber o que dizer e ele sem entender como disse aquilo. Os dois se encararam e foram se aproximando. Cada vez mais perigosamente perto. Ela não sabia o que era certo, nem sabia o que era errado. Parecia que tudo com ele estava certo. Ele, hesitante, passou uma mão na cintura dela. Os seus rostos ficaram cada vez mais perto.
Como se ela tivesse tido um lapso de memória ela se viu beijando ele. 
Sensações indescritíveis inundaram sua mente e coração. E quando o ar faltou e ela olhou nos olhos dele. Ele deu aquele sorriso que iluminou seu dia momentos antes e que continuou a iluminar, aquele sorriso que ele só dava para ela.

E sorriu.

Sorriu por que agora tinha motivos para sorrir e por saber que aquilo iria ser para sempre. Como sabia? Ela simplesmente sabia.




Por: Paula G de Brito
Para: Absolutamente ninguém.

Valeu apena?


Ela estava sozinha quando o pensamento lhe veio novamente à cabeça. O pensamento familiar de que eles poderiam ficar juntos, lado a lado. O quanto ela queria isso... O quanto queria que ficassem juntos para que eles fossem felizes, como um conto mágico. E como o pensamento lhe veio àquela sensação de quando percebeu que ele havia ido embora. Era como se ela estivesse sido libertada de algo que não gostaria de libertar e a fazendo se sentir só.
Quando olhou para trás, viu os erros que haviam cometido. Os passos errados que deram e que continuaram dando. O gosto dos lábios dele ainda estava em sua boca, como um doce que foi provado a tempo atrás, mas que continua. Percebendo que a cama estava vazia, apenas ela e suas lembranças. Lembranças de carinhos e amor que ficaram guardados.

Via a porta entreaberta e percebeu que eles haviam apenas perdido tempo e por medo não seguiram adiante. Descobriu que tinham se prendido a algo que não pertencia a eles e percebeu que jogaram tantas coisas fora apenas por inseguranças. Perguntou a si mesma o que havia feito. Perguntou o que tinha feito para perdê-lo e para onde teria ido, ou então, onde se escondeu, para ajudá-la a esclarecer a história que haviam vivido. Apenas para ela saber o que seria deles.
Será que teriam continuado com aquele amor egoísta e cruel que não permitiu mais nada além daquilo que acabou?
Antes o amor que não deixava eles se soltarem por nada, nem mesmo para comer. Parecia não deixá-los nem olhar um nos olhos dos outros. Sabia que poderia estar errada. Pois a culpa poderia ser dos dois. Fechou os olhos e respirou fundo quando as perguntas invadiram sua mente. Veja o que nosso sonho se tornou. Veja o que passamos por esse sonho. Veja o que aconteceu.
A única coisa que ela queria era saber. Valeu apena tudo isso?




Isso não é de minha autoria, confesso. Eu e a Sovetinho resolvemos fazer uma... Não sei como chamar isso. Eu mandei uma cronica para ela e assim ela transforma em poema e vice-versa. Ficou uma porcaria. Não levo jeito para escrever poema e nem para transforma-lo. Espero que ela me perdoe.

11 de mar de 2012

Será que EU estou mudando?

Aqui estou eu novamente. Estou com uma conceira na mão para escrever. Posso dizer mais? Ah não importa. O assunto agora é sobre ela. Estou falando de uma amiga.
Essa amiga que eu sempre ouço. Ouço ela com prazer, mas sabe de uma coisa... Acho que estou perdendo esse 'prazer' de ouvi-la. Ela é minha Doce de Coco. Não é por que estou cansada de ouvi-la, com certeza não é isso.
Minha mente mudou. Acho que eu estou mudando. O post anterior, por exemplo. Eu nunca teria coragem de postar algo como aquilo, mas eu tive.
Sei que é muito clichê dizer isso, mas... " A vida está me mudando".
Tenho, sinceramente, medo disso. Pois a minha vida não tem nada de muito diferente. Pais separados, madrasta legal, vó que é mais mãe do que vó... Acho que eu estou mudando.
Talvez algo lá dentro de mim esteja querendo ser algo diferente do que sou. Algo que quer que eu não tenha mais medo de falar, quando achar certo. Algo que quer que eu enfrente as coisas. Algo que quer que eu comece a resolver as coisas por mim mesma.
Eu passei a minha vida inteira esperando por esse ano. 2012. Tenho doze anos. Por que este ano foi tão esperado? Eu também não sei, talvez eu saiba, mas não quero lembrar o motivo.
Mas eu não sei como mudar.
...
...
...
Sabe quando você está com uma vontade alucinante de fazer algo e de repente essa vontade passa? Aconteceu isso agora. A vontade de escrever passou. Por que eu continuo escrevendo?
Acho que não importa se eu tenho vontade ou não... O que importa é que eu preciso, sabe?
Nossa, hoje eu estou falando tantos "sabe"s... Quem me entende ai? Ninguém * a plateia grita*.
Em uma plestra que meu pai deu, ele disse que o certo é viver no sonho, correr atrás do sonho e não da prioridade. Com certeza ele esta certo, mas o que aconteceria se eu fosse correr atrás do meu sonho? Muito provável que poucas pessoas apoiariam uma guria de doze anos que quer ser médica, fotografa, cantora, coreografa e o mais importante: Magra.
Impossível eu ser tantas coisas, por que... Bem... Acho que para tudo tem limite, mesmo que isso se aplique aos meus sonhos.
...
Acabei de perceber que eu estava falando de algo diferente e acabei parando em um assunto meio que "privado".
Sabe... Acho que estou mudando.

Maldito Drama!

Nunca achei, que ficar sem escrever me fizesse mal. Acho que eu deveria me trancar em um quarto só com papel e caneta. Quem sabe a fome e a sede me fizessem ter alguma ideia? Várias palavras aqui devem estar erradas, pois eu não estou com tempo para revisar. A pergunta é: O que estou fazendo aqui? Não sei.
Acho que percebi que algumas pessoas não são quem eu realmente esperava que fossem.
Acho que o motivo de eu estar aqui, é que estou cansada de tanto drama na minha vida.
Tenho apenas doze anos com pais separados, minha mãe trabalha muito, meu pai trabalha muito, descubro recentemente que um irmão que não vejo a quase dez anos está aqui, sou criada por uma vó evangelica que me proibe de passar um batom e confesso que tem dias que acordo mal, mas ainda sim sou feliz com o que tenho.
Agora, meninas que são mais novas que eu que tem pais juntos, as vezes tem irmãos, tem amigos e vive reclamando da vida. É a mesma coisa de uma guria de dez anos postar algo " Cansei de correr atrás de você. Sofri muito e bla bla bla."
Sofreu o que guria? Olha a tua idade, manola. Cansou de correr atrás de que? Das suas Barbies? Você sofreu algum abuso para estar assim? Seu pai (ou sua mãe) abandonou você? Seu pai (ou sua mãe) bate, espanca você? Alguém da sua família é viciada em drogas? Se sim. Peço perdão. Mas se não... Ah vá te catar.
Não estou aqui para ser cumplice daquilo que odeio (drama) por isso, acho melhor eu parar de "desabafar"... Mas... Sabe que eu preciso? Afinal... Tenho amigas com quem gostaria de falar, mas não tenho coragem de dizer alguma coisa. 
Prefiro ficar calada. Tenho medo  de parecer dramática e fazer aparecer coisas que na verdade não existem. 
Quer saber? Acho melhor eu voltar para os meus livros. Pelo menos neles, se as pessoas são dramáticas, elas se tocam disso.
Acho que estou melhor... Saber que ninguém vai ler isso me conforta. 
Se alguém leu, eu espero que não forme uma imagem minha diferente da que eu realmente tenho.