26 de dez de 2011

Anonima.

Um clarão a entristece, nem sabe por onde começar. Se ao menos conseguisse um lugar lá... Um lugar que a aceitasse mesmo com a sua diferença.


- Uma garota assim não merece viver aqui.

Lembrou-se das palavras dele, sabia que ele não falava de uma casa, mas sim do seu coração. As lágrimas correram de seus olhos enquanto ela corria.
Ele entrou em sua casa, sem perceber a besteira que havia feito. 
Ela não tinha deficiência física, nem mental. Sua deficiência era no fato de ser órfã. Conhecerá aquele menino em um parque, distante da cidade onde moravam.


Era uma menina linda, com seus cabelos encaracolados e a pele cor de seda branca, os olhos claros que ficava entre o verde claro e o azul guardavam muitas coisas.


Ele se aproximou dela, achando que com aquela beleza seria uma menina filha de pais ricos, mas quando estavam na porta de sua casa quando ela mencionou o orfanato ele mudou de atitude.
Seus pais não aceitariam que ele ficasse com uma menina órfã, muito menos uma menina pobre. Ele mesmo gostando dela, fora criado para esnobar qualquer um que não estivesse a sua altura.
E ela não ficou nem um pouco surpresa com a reação dele, apenas tinha uma leve esperança que se fora. 


Entrou no orfanato já com as lágrimas secas, deitou em sua cama afim de esquecer a sua humilhação, mas já estava acostumada a isso. Sempre era tratada assim, mesmo sendo bonita, mesmo sendo educada.
Era sempre humilhada, por que em meio a tantas qualidades ela tinha o que pensava ser um defeito. Anonima.


De: P. Gonçalves B.
Para: Alguém...

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