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27 de jun. de 2012

Olhar

Olho para trás e só vejo o vazio, 
Melhor que a escuridão.
Que reflete a minha alma.

Olho para frente e só vejo a luz,
Por mais bonita que seja.
É inalcançável.

Olho para o lado e vejo dor,
Por mais que doa,
Não posso cura-la.

Olho para o lado e vejo tristeza,
Por mais que me faça chorar.
Não posso para-la.

Olho para baixo e só vejo o chão,
Duro e Frio, Por mais sólido que seja.
Não consegue me segurar.

Olho finalmente para cima e vejo as estrelas.
Estáveis e Imortais.
Ah como eu queria poder ser uma delas!

O que posso fazer então?
O que posso fazer ao não ser ficar onde estou?

Quero fugir dali,
Mas meus pés não se movem.
Quero gritar,
Mas minha voz não sai.
Quero chorar,
Mas as lágrimas não existem.

Quando es que vais me buscar?
Quando es que vais me resgatar daqui?
Quando es que vais me pegar em teus braços?

Isso é impossível saber.

A única coisa que me resta.
É olhar.

Olhar para ver se acho uma saída.
Olhar para ver se consigo uma.
Olhar por mim para ver se me liberto de você.

Por que foi você quem me pôs aqui.

23 de jun. de 2012

My Beautiful Life

Olho todos os dias para todos assim que piso na sala de aula. Como de costume sou uma das primeiras a chegar. 

Vejo a minha chinesinha sentada na primeira carteira e jogo a minha mochila na cadeira da carteira atrás dela. 

Tiro a jaqueta e a coloco na cadeira. Passo as alças da minha mochila na cadeira e fico em pé. Ando pela sala e converso com alguns meninos.

 Meus Otakus preferidos estão falando do Ao No Exorcist e de quando a segunda temporada ira ser lançada. 

Logo entro na conversa e demonstro a minha ansiedade junto deles. A professora chega e todos tem que se sentar. A chinesinha muitas vezes me olha como se não estivesse entendendo nada.

Explico boa parte para ela e chega a hora da troca de professores. Maya e Fê veem me dar oi e eu retribuo para as minhas BFFs. 

O recreio chega e eu já comi metade do meu lanche na sala. Tenho culpa de ter fome muito cedo? Divido meu lanche já que não consigo comer tudo sozinha.
A primeira coisa que faço é rir com as palhaçadas do Zé Roberto e do Vi. A chinesinha gruda no meu braço e passamos o recreio juntas.

Percebo que todo dia é a mesma coisa. Pode até parecer cansativo ou então uma rotina, mas quando qualquer uma dessas pessoas não está ali, parece que tem um vazio difícil de ser preenchidos.

Eu vejo agora que não posso reclamar de nada. Minha chinesinha ingênua e de vida muito ocupada faz uma falta irreparável. Meus dois Otakus ocupam um espaço muito grande no meu coração. Meus palhaços fazem doer meu coração quando não os vejo. Minhas duas BFFs me fazem chorar sem o colo delas. 
Percebo que nada poderia ser diferente. Está a minha vida e talvez o meu destino. Caramba como eu tenho sorte!

Só tenho uma coisa a dizer: Amo muito vocês, guris e gurias, que me fazem feliz. 

27 de abr. de 2012

Lembranças Dolorosas

Vontade não me falta,
Vontade de dizer sim,
Mas nada está de acordo,
Meu coração não quer que seja assim.


A nossa amizade, 
Que cresceu repentinamente
E se alastrou por todo meu coração
Agora se vai com a mesma rapidez de quando chegou.


Dou-me conta que sofremos do que eu mais temia.
E que eu sou a culpada.
Por ser sem jeito com as palavras.
Por ser sem jeito com as pessoas.


Você era a única pessoa que amei tanto.
Amei, mas apenas como amigo.
Dói agora, ver que eu nunca correspondi.
Nem mesmo a amizade intensa.


Aos poucos as lembranças dos nossos momentos
Aparecem na minha mente.
Umas intensas outras fracas, 
Mas todas refletem a felicidade.


A felicidade que eu sentia com você, 
Agora nem mesmo me vem nas lembranças.
A importância que você exercia na minha vida, 
Agora faz questão de me lembrar que vai ser para sempre um vazio.


Não consigo nem mesmo pensar em algo
Que logo me vem na mente as suas palavras de carinho.


Você foi aquele que me mostrou que a vida é mais do que apenas um rótulo.
Você foi aquele que me fez acreditar que todos poderíamos vencer.
Você foi aquele que me fez sorrir em momentos de tristeza.
Você foi aquele com quem compartilhei segredos.


Mas agora tudo isso não passa de lembranças.
Lembranças essas que eu lembrarei com carinho.
Mas também com dor.




De: Paula G de Brito
Para: Ele.

15 de abr. de 2012

Lindo Pesadelo.

Na noite anterior a aquela, os pesadelos ficaram mais intensos. Era como se fosse perseguida por algo que a fizesse mal, mas que ao mesmo tempo ela precisasse.
Se era culpa dela tudo aquilo? Sabia que não, mas ele fazia parecer isso. Eram amigos desde pequenos e o que ela mais temia aconteceu. Um deles se apaixonou. Só que não era como aquelas histórias em que a menina ama-o, mas não é amada. Ele a amava. Mas ela não correspondia.

Os colegas já haviam a avisado que isso poderia e estava acontecendo, mas ela não queria acreditar. Ela não queria acreditar. Ele era seu melhor amigo, seu confidente. Ela não podia acreditar. Ela não podia acreditar. E isso cresceu em sua mente. Uma mentira tão forte que só a aproximou mais dele.
Ele começou a ter esperanças, esperanças essas que ela não queria alimentar, mas não tinha coragem de mata-las.

Sua família o aprovava, a família dele a aprovava, eles dois se davam super bem, eles dois gostavam das mesmas coisas. O que podia haver de errado naquilo? Por que diabos ela não o amava?
Pra que ela ainda estava se fazendo de difícil? Por que ela continuava a ver ele como um amigo? Por que? 
Eram tantos os 'porque's que sua cabeça começava a doer só de lembrar. 

Ele sempre fora tudo para ela, o único amigo de verdade que ela tinha. E isso tinha que acontecer.
Ele resolveu confessar e deixa-la sem saída, para que ela dissesse logo. Nunca a forçaria a nada, mas queria uma resposta e estava disposto a te-la.
 
Ele a deixou contra a parede. Ela queria mentir para ele e dizer que correspondia, mas temia que aquilo se tornasse algo mais sério. Não queria viver amarrada a alguém que não amava e sabendo que poderia ter evitado.

E ela disse não. Disse com mais ênfase do que planejara, mas estava cansada daquilo que descarregou todos os pesadelos em cima daquela única palavra.
As  lágrimas vieram aos olhos dos dois, e ela sabia que não era pelos mesmos motivos, mas pela mesma razão.
Ela chorava por ver ele magoado. Ele chorava por estar magoado. 
Ela queria poder dizer que tudo ficou bem, mas isso não seria verdade.
Na vida real, é difícil ter um final feliz.


De: Paula G Brito
Para: Minha mente.

11 de mar. de 2012

Maldito Drama!

Nunca achei, que ficar sem escrever me fizesse mal. Acho que eu deveria me trancar em um quarto só com papel e caneta. Quem sabe a fome e a sede me fizessem ter alguma ideia? Várias palavras aqui devem estar erradas, pois eu não estou com tempo para revisar. A pergunta é: O que estou fazendo aqui? Não sei.
Acho que percebi que algumas pessoas não são quem eu realmente esperava que fossem.
Acho que o motivo de eu estar aqui, é que estou cansada de tanto drama na minha vida.
Tenho apenas doze anos com pais separados, minha mãe trabalha muito, meu pai trabalha muito, descubro recentemente que um irmão que não vejo a quase dez anos está aqui, sou criada por uma vó evangelica que me proibe de passar um batom e confesso que tem dias que acordo mal, mas ainda sim sou feliz com o que tenho.
Agora, meninas que são mais novas que eu que tem pais juntos, as vezes tem irmãos, tem amigos e vive reclamando da vida. É a mesma coisa de uma guria de dez anos postar algo " Cansei de correr atrás de você. Sofri muito e bla bla bla."
Sofreu o que guria? Olha a tua idade, manola. Cansou de correr atrás de que? Das suas Barbies? Você sofreu algum abuso para estar assim? Seu pai (ou sua mãe) abandonou você? Seu pai (ou sua mãe) bate, espanca você? Alguém da sua família é viciada em drogas? Se sim. Peço perdão. Mas se não... Ah vá te catar.
Não estou aqui para ser cumplice daquilo que odeio (drama) por isso, acho melhor eu parar de "desabafar"... Mas... Sabe que eu preciso? Afinal... Tenho amigas com quem gostaria de falar, mas não tenho coragem de dizer alguma coisa. 
Prefiro ficar calada. Tenho medo  de parecer dramática e fazer aparecer coisas que na verdade não existem. 
Quer saber? Acho melhor eu voltar para os meus livros. Pelo menos neles, se as pessoas são dramáticas, elas se tocam disso.
Acho que estou melhor... Saber que ninguém vai ler isso me conforta. 
Se alguém leu, eu espero que não forme uma imagem minha diferente da que eu realmente tenho.