31 de mar de 2012

Dias de dor.

Ela gostaria de ser um pássaro, para que pudesse voar e sentir algo pelo menos parecido com a liberdade.Ela queria poder chorar, mas era como se as lágrimas se recusassem a vir, como se as lágrimas soubessem que era por ele que estava chorando.Ela queria poder gritar, mas a própria voz a abandonou. Ela queria poder bater em algo, mas sua força havia ido embora, como um pássaro no seu primeiro voo. Ela queria poder esquecer ele, mas seu coração e sua mente não deixavam.

Era como se uma sombra vinhe-se e sussurra-se perguntas tolas, mas que nunca foram respondidas,vinhe-se e sussurra-se que ela era boba e inútil demais para alguém notar ela.
Era como se sua própria mente pregasse peças nela e ela sempre caía. Como se a vida comandasse seus passos e sempre dava um jeito de eles desviarem do caminho certo.

Ela queria mais que tudo poder decidir sua própria vida. Sabia que tinha apenas dezessete anos, mas era como se sua alma tivesse trinta e cinco anos.
Como se a prisão, chamada de casa por algumas pessoas, a envelhecesse. Não seu corpo, mas sua alma. A independência era um sonho muito distante, inalcançado.
Sonhava todas as noites em fugir de casa, com ele. 

A questão era essa. Ele. O único que realmente gostava dela, era isso o que demonstrava. Mas agora ela percebia como estava errada. 
Mas estava decidida.
Decidida a acabar com aquilo.

Acabar com seus dias de dor.


De: Paula G de Brito.
Para: Alguém distante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário